O mundo que conhecíamos ficou para trás

R$69,00

Rania Jawad (Org.)
Tradução árabe-português:
Isabela Alves Pereira, João Filippo Bellinato Clemente Chiozzi, Jordana de Souza Gonçalves, Madalena Idalina Marques da Costa, Mohamed Saber Eltaher Mohamed Ramadan Khallafalah, Paula da Costa Caffaro, Salam Naser Zidan, Suely Ferreira Lima e Thaís Oliveira
Revisão pré-editorial: Bianca Graziela Souza Gomes da Silva
Articulação institucional: Geo Britto
Coordenação editorial: Vitor Castro
Edição: Marilia Pereira
Revisão: Rayane Romão Saad Abude
Projeto gráfico: Patrícia Oliveira
Ilustração de capa: Maha Abuelkas
Dimensões: 14x21cm
Páginas: 152
ISBN: 978-65-6128-193-5

 

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Descrição

Detalhes do Produto

Há livros que explicam um conflito. Outros procuram interpretá-lo. Este livro faz algo mais raro e mais necessário: entrega a palavra a quem viveu a guerra por dentro.

As páginas reúnem testemunhos de mulheres da Faixa de Gaza. São jornalistas, estudantes, mães, filhas, profissionais, escritoras. Mulheres que narram o cotidiano atravessado pelos bombardeios, pelo deslocamento forçado, pela perda da casa, pela fome, pelo medo e pela incerteza. Mas narram também aquilo que resiste à destruição: a memória, os afetos, a dignidade e a esperança.
Aqui não há personagens criadas pela imaginação nem relatos reconstruídos à distância. São vozes que escrevem enquanto a guerra acontece.

Vozes que registram, muitas vezes entre uma fuga e outra, aquilo que nenhuma estatística consegue expressar. Cada testemunho preserva uma experiência singular e, ao mesmo tempo, revela a dimensão humana de uma tragédia coletiva.
Não se trata apenas de conhecer os acontecimentos, mas de encontrar pessoas cujas vidas foram radicalmente transformadas pela violência. Mulheres que recordam os cafés à beira-mar, os quartos dos filhos, os livros, os sonhos interrompidos, as amizades perdidas e a angústia de não saber se haverá um amanhã.

Mais do que um registro histórico, este livro é um arquivo de memórias vivas. Um gesto de resistência contra o esquecimento. Ao compartilhar suas histórias, essas mulheres preservam não apenas a lembrança do que viveram, mas também afirmam sua humanidade.

Reunidos, esses testemunhos compõem uma narrativa que nenhuma voz isolada poderia construir. São fragmentos de vidas que, lado a lado, formam a memória de um tempo de devastação, mas também de coragem, de permanência e de recusa ao silêncio. Enquanto existirem essas palavras, permanecerá viva a história de mulheres que escreveram não apenas para recordar o que perderam, mas para afirmar, diante da violência, a continuidade de suas vidas, de seus vínculos e de sua existência.