
O “robusto” menino de Irajá
Nei Lopes
Supervisão editorial: Luiz Ricardo Leitão
Produção editorial: Marilia Pereira e Vitor Castro
Revisão: Milena Varallo
Pesquisa: Thiago Mendes
Ilustrações: Antonio Vieira
Documentos e fotografias: Agência O Globo, AGCRJ, Arquivo Nacional, Departamento Cultural do GRES Unidos de Vila Isabel, TV Manchete, Antonio Domingos, George Magaraia, Leo Aversa, Mano Brown, Marcus Fernando, Nei Lopes, Nei Theodoro Lopes, Pedro Siqueira e Val Rodrigues.
Dimensões: 16x23cm, com capa dura
Caderno iconográfico em cores
392 páginas
ISBN: 978-65-6128-171-3 (Mórula Editorial)
ISBN: 978-65-5891-196-8 (Expressão popular)
Product Details
LIVRO EM PRÉ-VENDA. ENVIOS A PARTIR DO DIA 04/05
A narrativa evoca desde a infância no seio da numerosa família formada por vários filhos e netos de ex-escravizados no subúrbio de Irajá (Zona Norte do Rio de Janeiro) até a notável carreira de artista multifacetado e incansável, com mais de quatrocentas canções compostas e cinquenta livros lançados ao longo de meio século de fecunda criação musical, literária e gráfica. A obra se estrutura em duas partes: a primeira é dedicada ao relato de sua trajetória pessoal, profissional e sociocultural desde a década de 1940 até 2025; a outra contempla uma seleta galeria iconográfica de eventos e personagens que constituem as “doces lembranças” e as “eternas saudades” do nosso griô. O texto de Nei, por sua vez, está ainda acompanhado por uma série de depoimentos sobre o autor prestados por intelectuais, acadêmicos, jornalistas e artistas que conviveram com o “robusto” menino em distintas etapas e esferas de sua trajetória.
Luiz Ricardo Leitão & Marcelo Braz
A riqueza polirrítmica da obra de Nei Lopes ressoa viva nas páginas a seguir. Reconhecemos de imediato o estilo de sua escrita: “Passando a régua nas improváveis oito décadas e uns quebrados vividos”, parece que Nei conversa com o leitor em uma mesa de cerveja e samba — talvez durante um dos deliciosos eventos em torno de seus livros, promovidos pela livraria Folha Seca na Rua do Ouvidor. Essas festas de livro com samba dão um gostinho de ocupação, justa e reparatória, do centro histórico do Rio de Janeiro; daquela Pequena África que não tem fronteiras porque o território negro — assim como do povo originário — é toda a cidade, aliás, toda a nação!
Elisa Larkin Nascimento
Nei Lopes é, para mim, um renascentista. Eu quero mesmo dizer que ele é um polímata, isto é, alguém que, numa encruzilhada diante de várias placas de conhecimento, não segue apenas o caminho indicado por uma delas, mas por várias. Publicitário, compositor, romancista, contista, poeta, pesquisador da cultura banto-brasileira, dono de texto invejável, Nei é também um daqueles iluministas que não abrem mão da convicção de que soberania é algo a ser buscado nas vísceras da nação, do povo, portanto.
Muniz Sodré