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PTSC #24

Foto: Rodrigo Macedo
Foto: Rodrigo Macedo

Sr. ou Sra. Leonor? Como? Leonora? É Leonor e é senhora, mas nem tão senhora, embora tenha um filho de 15 anos. É que foi mãe cedo, aos 19 anos. E além do Lucas – seu filho – essa gestação gerou mais um rebento, o livro ENEOTIL: mãe é pra quem a gente pode contar tudo, mas não conta nada. Com muito humor e afeto, ela conta que ser mãe é uma briga constante entre emoção e razão, a vontade egoísta de não deixá-lo ir e a lembrança da vida que você queria ter quando tinha a idade dele.

Namorando a Mórula há um tempinho, lança o livro agora em março pela editora. Tem ainda uma promoção pra quem não puder ir ao lançamento: comprando o livro pelo site da editora até dia 1º de março recebe o livro autografado em casa com frete grátis.

Com vocês, Leonor Macedo, a @subversiva, corintiana, mãe do Lucas e jornalista, nosso ser complexo #24

_O subtítulo do seu livro é “mãe é pra quem a gente pode contar tudo mas não conta nada”. Se soubesse mais da vida do Lucas você lançaria o quê, uma enciclopédia?

Acho que toda mãe poderia lançar uma enciclopédia do próprio filho, se a gente resolvesse abrir a boca (também sou filha que não partilha tudo com a própria mãe)!

Eu-Receberia-as-Piores-Noticias-dos-Seus-Lindos-Labios

UM LIVRO

“Poucas vezes me senti tão confortável no mundo. E, no entanto, sofria, por antecipação, o grande vazio que seria o resta da minha existência sem ela.

O que acontece é que, quando estou com você, eu me perdoo por todas as lutas que a vida venceu por pontos, e me esqueço completamente que gente como eu, no fim, acaba saindo mais cedo de bares, de brigas e de amores para não pagar a conta. Isso eu poderia ter dito a ela. Mas não disse.”

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios
Marçal Aquino
Companhia das Letras, 2005

_Julio Bernardo [no texto apresentando seu livro] fala que você transforma maternidade em arte, assim como Sócrates dava passes de calcanhar. E no futebol, dá pra se comparar ao Doutor?

Talvez só no sonho de ver um futebol democrático e usado como instrumento transformador. Mas na habilidade para o futebol, minha nossa senhora. Eu até me arrisco e não jogo de todo mal, mas jamais me compararia ao meu grande ídolo corinthiano. Dentro e fora do campo.

_Você costuma dizer que tem nome de velha. O que seus pais falam sobre isso?

Eu transformei isso em uma piada, adoro meu nome. Quando era pequenina, eu sofria, queria um nome comum. Não me conformava em ter sido batizada Leonor, lembro que queria chamar Ana. Mas meu nome é uma homenagem a minha avó que não conheci e que tenho grandes afinidades. Meus pais sempre me contaram isso até eu aprender que era um nome quase exclusivo, praticamente só meu. Eles sabem que eu brinco com isso, então levam na brincadeira também.

_Um churrasco com cerveja gelada (sem TV) ou um jogo do Corinthians no estádio (sem cerveja)?

Se for um jogo do Corinthians no Pacaembu, não importa a falta de cerveja, o calor, ou a chuva. Não troco por nada. Agora, nessas novas arenas e frias, está difícil não preferir um churrasco com cerveja gelada (e o jogo do Corinthians no radinho).

_Diga aí um jogo do Corinthians inesquecível. E um “esquecível”. 

Posso viver mil anos e nunca vou esquecer da final da Libertadores na Bombonera, em 2012. A primeira vez que pisei no estádio do Boca foi em um jogo deles, em uma viagem turística para Buenos Aires. Foi em 2007 e pensei que queria muito ver um jogo do Corinthians lá. Calhou de ser uma final de Libertadores, a nossa primeira, a invicta. E eu fui. Faltou só o Lucas do meu lado.

E esquecível? Quando o Corinthians foi eliminado pelo Palmeiras na Libertadores de 1999. Não gosto nem de lembrar.

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